22.4.08

Sonho de Ontem


Hoje escrevo-te, a mão escreve mais depressa do que as palavras saem da boca. Tive uma má noite, sonhei que estava perdido algures numas ruas, ruas cheias de gente, mas onde só reconhecia um rosto, o meu.
Porque fui parar a essas ruas? Discuti com alguém, desafiou-se a minha mágoa, e como eu sou, sai de rastos, vi e senti que estava a mais… peguei nas minhas coisas e fui para a rua. Como se não bastasse ainda me mandaram ir arranjar uma vida!
É engraçado, não é? É pena é que na altura dói e sentes-te a pior pessoa do Mundo.
Não chorei, muito pelo contrário, nem vontade me deu, somente vejo que digo digo e digo e nada nada e nada mostra.
Tenho saudade de uma coisa, maior que todas, mas essa não te vou dizer, só te digo que não é saudade de momentos ou de conjuntos, é saudade de… esquece, não irias perceber.
Não te ofendas… não estou a fazer nada para esse fim, foi só o sonho.
Bem mas o sonho acabou, mas fiquei com ele na cabeça e agora, quem é que me tira isto? Não deverás ser tu, nem ninguém, só tenho de tapar e ver se fica bem pisado.


Obrigado pelo pequeno momento, pequeno mas de grande valor.


P.S. Ainda estás ai?

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